quarta-feira, 16 de julho de 2008

Temos assim que...


... o destacado campeão português, com duas dezenas de pontos de avanço, conquistadas nas 4 linhas, vai estar na próxima edição da liga dos campeões. Parece-me de elementar justiça. Em Marienfeld, Jesualfo Ferreira mal disfarçou um semi-manguito, numa tradicional e secular forma de estar portuguesa.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Senhor Blatter,


[ainda a propósito de Cristiano Ronaldo]

Diga-nos, encarecidamente, como pode ser aplicado o termo escravatura, ainda que em forma de metáfora, a alguma pessoa cujo rendimento mensal ronda o milhão de euros? Sim, nós sabemos que o senhor utilizou a expressão escravatura moderna, mas nem o qualificativo, em forma de apêndice, limpa uma imagem infeliz causada pelas suas palavras. Se o senhor não sabe, devia saber, que o Cristiano Ronaldo não está "obrigado" no Manchester United. Assinou de livre vontade um contrato de "x" épocas com o clube inglês, contrato esse melhorado substancialmente ano após ano devido ao talento, ao crescimento e ao mérito pessoal do jogador internacional português. Se Ronaldo quer mesmo sair de Manchester, que o diga cara-a-cara aos responsáveis do clube. Que lhes diga também para onde quer ir. E que aguarde depois pela negociação entre os clubes, onde será estabelecido um valor para a transferência. É certo que este Manchester United deve muito ao futebol de Cristiano Ronaldo; mas o inverso também se aplica neste caso com toda a justiça: Ronaldo não seria o jogador que é hoje se não tivesse passado os últimos cinco anos no balneário de Alex Ferguson, principalmente, mas também de Carlos Queirós, Ryan Giggs, Paul Scholes, van Nistelrooy ou mesmo de Roy Keane.

Senhor Blatter, não se desleixe assim tanto com as palavras nem embarque num facilitismo oratório de conversa de café. Escravatura moderna é trabalhar 40 horas por semana e receber um ordenado de 400 euros mensais. Experimente. Vai ver que tenho razão.


Sem mais, por agora, aceite os meus sinceros cumprimentos

A língua dos outros







Ilustração de Joana Bragança, neste sítio: BoaVoa

O novo FC do Porto cumpre hoje o primeiro dia de folga. Esta época, Jesualdo Ferreira tem um grupo de trabalho com quinze jogadores estrangeiros. Sete deles são argentinos. Dois, uruguaios. Outros dois, brasileiros. Um sérvio, um marroquino, um romeno e um colombiano.
O plantel, que ainda não está fechado, tem nove jogadores portugueses; sendo que, destes nove, três são ainda muito jovens (Tengarrinha, Candeias e Rabiola).
Fora deste lote de nove portugueses deixo Ricardo Quaresma. Ele já não perticipou na campanha fotográfica dos novos equipamentos e está a ser negociado com o Inter de Milão. Dizer ainda que deste lote de nove portugueses, dois são guarda-redes. Suplentes.
Com isto, o novo FC do Porto terá apenas quatro portugueses com possibilidades de chegarem ao onze titular. E só três deverão jogar de incío: Pedro Emanuel, Bruno Alves e Raul Meireles. Rolando é o quarto português com mais hipóteses de jogar de azul e branco.
No balneário portista, há um interessante "onze contra onze", como num jogo de futebol: os de língua oficial espanhola e os de língua oficial portuguesa.

Cristian Rodríguez

De malas aviadas para o Dragão, já está no Porto, um dos melhores reforços do Benfica 2007/08. Cristian Rodríguez é uma batalha ganha pelos azuis na eterna guerra FC Porto-Benfica. Na última época o "Cebola" jogou 24 vezes com a camisola do Benfica na Primeira Liga. Foi titular em 22 jogos. Marcou 6 golos.
No Uruguai, quando estava no Peñarol, chamavam-lhe "Cebola" porque, diziam os adeptos, ele fazia chorar as defesas. Ganhou o campeonato uruguaio em 2003. Ganhou a taça de França em 2006, no Paris Saint-Germain. Cristian Gabriel Rodríguez Barroti, tem 22 anos e assinou um contrato de 4 épocas com o FC do Porto. Custou 7 milhões de euros, valor relativo a 70% do passe.
Já está na cidade do Porto, desde as 8 horas da manhã de hoje, o jogador que há uns meses atrás não interessava aos dragões.