terça-feira, 2 de dezembro de 2008

5 Golos

Não é tanto pelos 4 pontos de avanço. Intriga-me muito mais reparar que em 10 jornadas da Primeira Liga, o Leixões tem mais 5 golos marcados do que o Sporting.

Um terço ao mar

Para os mais desatentos, está ultrapassado o primeiro terço de campeonato. Leixões na frente ao fim de 10 jornadas. Um terço da prova foi do mar. Há já quem comece a rezar pelo mínimo vestígio de uma bóia de salvação.
PS: Mais 3 pontos e José Mota garante a manutenção na primeira liga. Provavelmente com 19 jornadas de antecedência.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

399 km

Ainda em jeito de rescaldo do Sp.Braga 1 - Vitória de Setúnal 0. Não compreendo como o Setúbal se deu a trabalho de viajar de autocarro durante 399 quilómetros, para depois, num jogo realizado quase às 9 horas da noite, não ter tido a coragem de fazer mais 50 metros para estar mais próximo da baliza do adversário. Que era, ao fim e ao cabo, o destino principal de toda a viagem. Digo eu.

A prospecção dos outros

A acção desta pequena história decorre em Braga. É domingo à noite, está frio, estamos num estádio de futebol. Quer dizer, pode ser uma peça de engenharia e arquitectura, mas falta-lhe muito para poder ser chamado de facto um estádio de futebol. Mas sobre isso poderemos falar um dia mais tarde.
O que aqui nos traz, a esta história é a forma como vai sendo feita a prospecção de jogadores futebol português. Em Braga, não é, ou melhor, não foi feita prospecção para a época em curso. E isto até acabou por não ser um facto negativo, porque Jesus reuniu um grande grupo de jogadores sem grande risco nas escolhas, sem grandes grandes viagens de mercado.
O onze escolhido por Jorge Jesus para o encontro com o vitória de Setúbal é o exemplo perfeito da forma como o Braga aproveitou o trabalho de descoberta de talentos de outros clubes portugueses. Evaldo foi descoberto pelo FC do Porto. Renteria também. João Pereira lançado pelo Benfica. Frechaut e Meyong pelo Setúbal e Moisés pelo Boavista. Vandinho chegou à Primeira Liga com o Rio Ave. Alan e Mossoró no Marítimo. César Peixoto no Belenenses. Só o guarda-redes Eduardo foi formado no SC Braga. Mas até este se fez jogador noutras paragens: em Aveiro, no Beira-Mar, e Setúbal.
Este Sporting de Braga não "faz" jogadores. "Manda fazer". E respira muito bem em campo, com a prospecção dos outros.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aimar e afins

Tem sido fatal como o destino. Cada promessa argentina lançada por Maradona acaba por nunca atingir a previsão do maior 10 de sempre do futebol celeste. Aimar não fugiu a essa regra. Os números são a prova de um declíneo acentuado, desde o River Plate até ao Saragoça. Senão vejamos: River Plate: 83 jogos, 31 golos; Valência: 168 jogos, 21 golos; Saragoça: 53 jogos, 5 golos.
Cláudio Ranieri acrescenta que o novo 10 do Benfica não aguenta três jogos consecutivos, por causa do défice de peso: apenas 60 kg. Encravado entre as torres adversárias, no lugar de ponta de lança, pesará ainda menos.
Com Suazo já integrado nos trabalhos da luz, a pausa no campeonato pode ser aproveitada para mudar o sistema básico de 4-4-2, para a fórmula do losango, onde podem caber, em simultâneo, Aimar, Suazo e Cardozo, com o argentino mais próximo de um lugar correspondente ao número da camisola que veste.

PS: o actual plantel do Benfica - um grupo de trabalho caro - é "relativamente" desiquilibrado. Escolhendo qualquer um dos sistemas de jogo, sobra sempre algum jogador importante numa posição e faltará sempre alguém com mais qualidade numa ou outra posição.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Temos assim que...


... o destacado campeão português, com duas dezenas de pontos de avanço, conquistadas nas 4 linhas, vai estar na próxima edição da liga dos campeões. Parece-me de elementar justiça. Em Marienfeld, Jesualfo Ferreira mal disfarçou um semi-manguito, numa tradicional e secular forma de estar portuguesa.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Senhor Blatter,


[ainda a propósito de Cristiano Ronaldo]

Diga-nos, encarecidamente, como pode ser aplicado o termo escravatura, ainda que em forma de metáfora, a alguma pessoa cujo rendimento mensal ronda o milhão de euros? Sim, nós sabemos que o senhor utilizou a expressão escravatura moderna, mas nem o qualificativo, em forma de apêndice, limpa uma imagem infeliz causada pelas suas palavras. Se o senhor não sabe, devia saber, que o Cristiano Ronaldo não está "obrigado" no Manchester United. Assinou de livre vontade um contrato de "x" épocas com o clube inglês, contrato esse melhorado substancialmente ano após ano devido ao talento, ao crescimento e ao mérito pessoal do jogador internacional português. Se Ronaldo quer mesmo sair de Manchester, que o diga cara-a-cara aos responsáveis do clube. Que lhes diga também para onde quer ir. E que aguarde depois pela negociação entre os clubes, onde será estabelecido um valor para a transferência. É certo que este Manchester United deve muito ao futebol de Cristiano Ronaldo; mas o inverso também se aplica neste caso com toda a justiça: Ronaldo não seria o jogador que é hoje se não tivesse passado os últimos cinco anos no balneário de Alex Ferguson, principalmente, mas também de Carlos Queirós, Ryan Giggs, Paul Scholes, van Nistelrooy ou mesmo de Roy Keane.

Senhor Blatter, não se desleixe assim tanto com as palavras nem embarque num facilitismo oratório de conversa de café. Escravatura moderna é trabalhar 40 horas por semana e receber um ordenado de 400 euros mensais. Experimente. Vai ver que tenho razão.


Sem mais, por agora, aceite os meus sinceros cumprimentos

A língua dos outros







Ilustração de Joana Bragança, neste sítio: BoaVoa

O novo FC do Porto cumpre hoje o primeiro dia de folga. Esta época, Jesualdo Ferreira tem um grupo de trabalho com quinze jogadores estrangeiros. Sete deles são argentinos. Dois, uruguaios. Outros dois, brasileiros. Um sérvio, um marroquino, um romeno e um colombiano.
O plantel, que ainda não está fechado, tem nove jogadores portugueses; sendo que, destes nove, três são ainda muito jovens (Tengarrinha, Candeias e Rabiola).
Fora deste lote de nove portugueses deixo Ricardo Quaresma. Ele já não perticipou na campanha fotográfica dos novos equipamentos e está a ser negociado com o Inter de Milão. Dizer ainda que deste lote de nove portugueses, dois são guarda-redes. Suplentes.
Com isto, o novo FC do Porto terá apenas quatro portugueses com possibilidades de chegarem ao onze titular. E só três deverão jogar de incío: Pedro Emanuel, Bruno Alves e Raul Meireles. Rolando é o quarto português com mais hipóteses de jogar de azul e branco.
No balneário portista, há um interessante "onze contra onze", como num jogo de futebol: os de língua oficial espanhola e os de língua oficial portuguesa.

Cristian Rodríguez

De malas aviadas para o Dragão, já está no Porto, um dos melhores reforços do Benfica 2007/08. Cristian Rodríguez é uma batalha ganha pelos azuis na eterna guerra FC Porto-Benfica. Na última época o "Cebola" jogou 24 vezes com a camisola do Benfica na Primeira Liga. Foi titular em 22 jogos. Marcou 6 golos.
No Uruguai, quando estava no Peñarol, chamavam-lhe "Cebola" porque, diziam os adeptos, ele fazia chorar as defesas. Ganhou o campeonato uruguaio em 2003. Ganhou a taça de França em 2006, no Paris Saint-Germain. Cristian Gabriel Rodríguez Barroti, tem 22 anos e assinou um contrato de 4 épocas com o FC do Porto. Custou 7 milhões de euros, valor relativo a 70% do passe.
Já está na cidade do Porto, desde as 8 horas da manhã de hoje, o jogador que há uns meses atrás não interessava aos dragões.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Hector Castro



Ele é a magia do futebol. Uma lenda. Uma história de vida. Deveria ser inesquecível. Hector Castro, avançado uruguaio, um astro do futebol . Conhecido como "El Divino Manco" ou "El Manco", porque não tinha a mão direita. Perdeu-a num acidente de trabalho.
Manco Castro marcou o primeiro golo no estádio Centenário e numa fase final do campeonato do mundo. Realizou 231 jogos e marcou 145 golos ao serviço do Uruguai. Chegou ao mundial de 30 com um currículo impressionante: duas vezes campeão Olímpico, em 1924 e 1928.

Final do campeonato do mundo. Falta um minuto para o fim do jogo, O Uruguai vence a Argentina por 3 a 2. Paira por todo o estádio o receio do empate em cima da hora. Tal não veio a acontecer. Num final épico, ao minuto 89, El Manco atira de cabeça e deixa o guarda-redes Botasso com o desespero que a imagem descreve. O Uruguai começou aqui a festejar a conquista do primeiro campeonato do mundo de futebol. Hector Castro morreu a 15 de Setembro de 1960.

Stábile

Guillermo Stábile foi o primeiro goleador à escala do planeta. Este avançado argentino perdeu a final do campeonato do mundo de 1930 para o Uruguai (por 4 a 2), mas deixou uma marca eterna. Nos quatros jogos da competição apontou 8 golos. Foi o melhor marcador da prova com a inimitável média de dois golos por encontro.
A proeza fê-lo trocar o Huracan, da Argentina, pelo Génova, de Itália. Aí ficou até ao início da segunda guerra mundial. Durante o confronto, representou o Nápoles, também de Itália, e o Red Stars, de França. Terminou a carreira em 1939.
Como tantos outros jogadores argentinos, Stábile tinha uma alcunha. Chamavam-lhe "El Filtrador", pela forma como passava pelos defesas. Chegou mais tarde a seleccionador da Argentina. Foi campeão sul americano em 1957. Morreu em 1996. Tinha 90 anos. Foi o primeiro jogador a fazer um hat-trick num campeonato do mundo de futebol.