terça-feira, 18 de novembro de 2008

399 km

Ainda em jeito de rescaldo do Sp.Braga 1 - Vitória de Setúnal 0. Não compreendo como o Setúbal se deu a trabalho de viajar de autocarro durante 399 quilómetros, para depois, num jogo realizado quase às 9 horas da noite, não ter tido a coragem de fazer mais 50 metros para estar mais próximo da baliza do adversário. Que era, ao fim e ao cabo, o destino principal de toda a viagem. Digo eu.

A prospecção dos outros

A acção desta pequena história decorre em Braga. É domingo à noite, está frio, estamos num estádio de futebol. Quer dizer, pode ser uma peça de engenharia e arquitectura, mas falta-lhe muito para poder ser chamado de facto um estádio de futebol. Mas sobre isso poderemos falar um dia mais tarde.
O que aqui nos traz, a esta história é a forma como vai sendo feita a prospecção de jogadores futebol português. Em Braga, não é, ou melhor, não foi feita prospecção para a época em curso. E isto até acabou por não ser um facto negativo, porque Jesus reuniu um grande grupo de jogadores sem grande risco nas escolhas, sem grandes grandes viagens de mercado.
O onze escolhido por Jorge Jesus para o encontro com o vitória de Setúbal é o exemplo perfeito da forma como o Braga aproveitou o trabalho de descoberta de talentos de outros clubes portugueses. Evaldo foi descoberto pelo FC do Porto. Renteria também. João Pereira lançado pelo Benfica. Frechaut e Meyong pelo Setúbal e Moisés pelo Boavista. Vandinho chegou à Primeira Liga com o Rio Ave. Alan e Mossoró no Marítimo. César Peixoto no Belenenses. Só o guarda-redes Eduardo foi formado no SC Braga. Mas até este se fez jogador noutras paragens: em Aveiro, no Beira-Mar, e Setúbal.
Este Sporting de Braga não "faz" jogadores. "Manda fazer". E respira muito bem em campo, com a prospecção dos outros.