Um pouco antes, ou um pouco depois, apareceu mais um nome nada estranho no futebol português. Veio para o Sporting. Chama-se Romangoli. No ChampionshipManage, Romagnoli era um criativo de mão cheia. Técnica elevada, drible, passe e remate também. Tinha um pequeno senão: franzino,era muito dado a lesões. Passava boa parte da época no estaleiro. Este pormenor deve ter escapado ao crivo de Alvalade.

Sabem quem era o terror dos guarda-redes nessa edição do Championship Manager? Roncatto, Evandro Roncatto. Jogava no Guarani. Nota 20 no remate à baliza com pé esquerdo, velocidade 18, técnica 16, força 19. São números para impressionar qualquer manager de trazer por casa. E não para seduzir departamentos profissionais de futebol. Na vida real, Roncatto está no Belenenses. Penso que marcou um golo em toda a primeira volta.
Last, but not least: Tiuí. Quem?, perguntará o português comum. Rodrigo Tiuí, avançado bem jovem dos tempos de Championship Manager. Jogador baratinho do Fluminense e com margem de progressão alargada. Utilizado aqui e ali, ao fim duas épocas estava um senhor avançado no campeonato português. Marcava 20 golos sem grandes dificuldades. Mas isso era num jogo de computador. No mundo real, marcou 3 golitos no último Brasileirão.
Deixei aqui quatro exemplos. Podia dar mais. Não acho necessário. estas quatro coincidências levam-me a imaginar dirigentes profissionais a brincar ao futebol. Fechados em gabinetes. Sentados ao computador, como quem trabalha. Bem longe da relva. Mas não. Isto no futebol português é impossível. Ninguém se faz passar assim por entendido na matéria.
