domingo, 25 de novembro de 2007

Regra de três simples

No futebol português: o Benfica está precupado em fazer sócios; no Sporting, a política tem consistido em fazer jogadores; já o Porto, numa tradição que vem de longe, empenha-se em fazer títulos.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Brasil de Pelotas

Divergência. Opiniões diferentes entre trabalhadores da cervejaria Haertel. Eram os donos do Sport Clube Cruzeiro do Sul. Estavam a colocar uma cerca no campo. Meia dúzia de jogadores apareceram para treinar e foram impedidos por causa da colocação da cerca. Foram embora. Formaram outro clube. O Grémio Esportivo Brasil. Popularizado Brasil de Pelotas.

Pelotas é uma cidade do Rio Grande do Sul, conhecida pela feira do doce, FENADOCE, um evento engrandecido pela oferta de variada doçaria portuguesa. Pelotas é uma cidade geminada com Aveiro. Está explicada então esta ligação açucarada que atravessa o Atlântico.

O Brasil de Pelotas acolheu, a meio dos anos anos 80, um defesa central de currículo mediano e carreira futebolística finada. Treinador recente, o técnico avançava para a terceira experiência ao comando de um clube de futebol. Era ainda soldado raso. Dava os primeiros passos a caminho de sargentão. Falo de um tal de Scolari.
Portugal, país futebolístico e não só, depende em boa parte do trabalho deste homem. Amem ou odeiem, o conceito é esse.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

John Houlding

Sim, John Houlding. O leitor voltará a perguntar, quem? Voltarei a dizer John Houlding e a trocar meia dúzia de linhas na apresentação sumaríssima do senhor. Em finais do século XIX, ele era dono de um campo de futebol. Cobrava aluguer para uma equipa inglesa lá jogar. A equipa era o Everton, o estádio chamava-se Anfield.
Mr. Houlding decidiu um dia despejar o Everton por causa de uma discussão sobre o valor da renda. Com um campo e sem equipa de futebol, pouco havia a fazer: arranjar outro inquilino ou criar um clube próprio. Escolheu o segundo caminho, sem nunca imaginar que estava a criar o mais ganhador de todos os emblemas ingleses.
Chegado o dia de registar o nome do novo clube. Houlding queria Everton FC, escolha liminarmente rejeitada pela federação inglesa. O nome Everton já existia e Houlding sabia-o bem. Optou por dar o nome da cidade ao clube recém formado: Liverpool FC.
fonte: wikipédia

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A aventura ambígua

Matam, Senegal. Matam, cidade do noroeste do Senegal. Descrita em duas linhas na Wikipédia como sendo uma terra com dois homens mais famosos. Um - não vem directamente a propósito desta história, mas registo na mesma - é escritor: Cheikh Hamidou Kane, premiado pelo romance autobigráfico "A Aventura Ambígua". O outro é o propósito deste texto, é jogador de futebol, fez toda a carreira profissional em França: Mamadou Niang, ponta-de-lança do Marselha.
O Sports.fr fala de Niang como um avançado de técnica elevada e remate fácil. Encontra-lhe defeitos no momento do passe. Niang está no futebol profissional francês desde a época 1999/00. Jogou três anos e meio no Troyes, seis meses no Metz, dois anos no Estrasburgo e vai na terceira temporada de Marselha. Tinha feito a formação juvenil no Havre.
Ao chegar à idade sénior, Niang decidiu abandonar o futebol. Tinha 18 anos. Foi encontrado um ano mais tarde por um antigo técnico do Havre, que lhe abriu as portas para o regresso. No primeiro ano não jogou, no segundo fez 10 jogos, depois foi aparecendo mais.
Mamadou Niang marcou 21 golos em duas épocas no Estrasburgo e 22 nos dois primeiros anos de Marselha. Esta época marcou nos jogos da Liga dos Campeões contra o FC do Porto. Colocou Djibril Cissé no banco de suplentes. Ainda hoje dizem em França que Niang é um jogador irregular. Prefiro acreditar que a carreira dele continua a ser uma Aventura Ambígua.

O pior clube do mundo

O pássaro preto voou para a fama durante a década de 70. O pássaro preto é emblema do clube e, enquanto ave, o pássaro preto é definido como tendo pescoço longo e bico comprido. A espécie chama-se Íbis. Não foge das proximidades do mar, assim o diz qualquer pesquisa.
Íbis era nome de pássaro venerado no antigo Egipto, ligado pelos povos a um deus sábio e dono da lua: Toth.

Íbis é nome de clube de futebol. Mas não de um qualquer clube de futebol. É nome do pior clube do mundo. É um "tchimi" pernambucano. Íbis Sport Club, a equipa com nome de pássaro. Sem asas para o nível do futebol brasileiro, soube voar, ainda assim, para todas as partes do globo. Por não ganhar jogos? Talvez. Mas sobretudo por perder sitematicamente.
O pássaro preto voou para a fama durante a década de 70. Esteve 23 jogos sem ganhar e perdeu 9 de forma consecutiva. Registou aí a patente de pior clube do mundo.
Hoje, o pior clube do mundo está de parabéns. Existe há 69 anos. Nasceu encostado a uma fábrica de tecelagens. Para encontros amigáveis entre os funcionários